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Trens do Subúrbio e seus problemas

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Trens do subúrbio e seus problemas
Foto: Reprodução | Paripe.net

A situação das estações e dos trens do Subúrbio Ferroviário de Salvador tem sido o tema das críticas dos usuários do transporte. Em depoimento para o Impressão Digital 126, os entrevistados apontaram a higienização dos banheiros, o atraso na viagem e a falta de manutenção na ferrovia como os principais problemas.


De acordo com a moradora do bairro de Plataforma, Carol Paixão, 23, a higienização nas estações e nos trens não é um problema. Mas, segundo ela, a principal dificuldade consiste nos riscos de acidente que os usuários correm com o transporte. “Os trens são bastante úteis [à população do subúrbio], mas as condições estão precárias”, afirma. A moradora explica que por causa da falta de manutenção dos trens, os usuários  não chegam a completar o destino: “constantemente quebra.  Já ouvi vários relatos de passageiros dizendo que o trem quebrou na viagem”.


Por outro lado, também do bairro da Plataforma, Ednalva dos Santos, 42, conta que o ponto Almeida Brandão não tem sanitários limpos. “Os banheiros de lá não têm torneira, as portas estão com defeitos e falta papel higiênico e sabonete”, relata. Na estação da Calçada, Ednalva diz que os usuários precisam pedir papel higiênico ao serviço de limpeza, o que segundo ela é constrangedor. “Eles dão o papel para você enrolar na mão e entrar no banheiro”. Outro problema identificado por ela consiste na superlotação dos trens, principalmente a partir das 13h e, no início da noite, às 18h.


Em março de 2007, o Subúrbio Ferroviário ganhou quatro trens com capacidade para 650 passageiros. No entanto, de acordo com a população ainda não são suficientes. “O tempo de espera de um trem para o outro chega a quase  uma hora e quando algum deles quebra acaba atrasando mais ainda a viagem”, critica Kelly Anne Rodrigues, 19, do Lobato. Ainda segundo Kelly, a cobertura da estação do Lobato é pequena e não dá para todos se protegerem do sol ou nos dias de chuva. Já  Rosa Santos, 37, diz que não vê problemas no ponto do Lobato, apenas nos trens. “Os banheiros, assim como a iluminação da estação, não têm nenhum problema, mas tem que melhorar a superlotação”.


O sistema ferroviário do subúrbio de Salvador é composto por dez estações que liga o bairro da Calçada ao bairro de Paripe. Ao todo, as linhas são constituídas pelas estações da Calçada, Santa Luzia, Lobato, Almeida Brandão (Plataforma), Itacaranha, Praia Grande, Escada, Periperi, Coutos e Paripe. De acordo com a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), o sistema possui um trajeto de aproximadamente 13,5 km. A passagem custa R$ 0,50 centavos e a meia R$ 0,25 para estudantes. Idosos a partir de 60 anos não pagam. Em média, 10 mil passageiros usam o transporte por dia.


Desde os  14 anos utilizando o transporte, André Miranda, 35, que mora em Paripe, relata que só tem motivos para lamentar ao ver a situação atual dos trens. “O saneamento nas estações e  os horários [de saída] dos trens são  impróprios. Isso é um descaso com quem utiliza”, queixa-se. Para ele, os atrasos acontecem porque apenas os trens antigos funcionam já que os novos estão quebrados.  Ainda de acordo com o Miranda, a insegurança nas estações é  um dos muitos problemas enfrentados pelos passageiros do transporte . “Falta segurança nos vagões. Eu não vejo nenhuma”, lamenta.


Em nota, a assessoria de comunicação da CTB informa que os intervalos de um trem para o outro são de 40 a 45 minutos. O horário de abertura das estações é  a partir  das 6h da manhã e o encerramento às 19 h. Questionada sobre a segurança, higienização dos banheiros e defeitos dos trens, a CTB não encaminhou resposta.

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