Paripe.net

Rio Sena comemora obras do Morar Melhor e entrega de nova geomanta



O bairro de Rio Sena foi beneficiado, de uma só vez, com duas ações promovidas pela Prefeitura. Uma delas é a ordem de serviço para a reforma de 295 casas em situação precária, dentro do programa Morar Melhor, assinada pelo prefeito ACM Neto na Rua Luiz XV. Na mesma ocasião, foi feita a entrega da geomanta da Rua Arco do Triunfo, que dará mais segurança aos moradores da área de risco, principalmente no período chuvoso. As cerimônias ocorreram na noite desta terça-feira (22).

O verde da esperança foi a cor escolhida por Adriana Teixeira, de 42 anos e há 17 deles morando no bairro, para marcar a verdadeira transformação feita na residência pelo Morar Melhor. Casada e com quatro filhos, ela relatou que, agora, vive em um local mais seguro.

“Minha casa era humilde, molhava muito. Quando chovia lá fora, chovia aqui dentro. As paredes estavam todas rachadas, a cozinha quase caindo. Eu mesma vivia com medo de uma chuva pesada que desabasse tudo por cima de mim e dos meninos. Agora, graças a Deus, eu digo que é uma outra casa. Eu estava precisando dessa melhoria, não tinha condições de fazer. Só tenho a agradecer à Prefeitura”, relatou a dona de casa.

Na solenidade, o prefeito anunciou que serão reformadas em Rio Sena mais 100 casas na próxima etapa, e salientou a importância do programa para dar mais qualidade de vida aos cidadãos de comunidades carentes de Salvador. “Isso mostra que a Prefeitura, nos últimos anos, nunca esteve tão presente no Subúrbio. Esse trabalho constante é uma forma de recuperar a dívida de gestões passadas que, por muito tempo, não foram capazes de olhar por quem mais precisa e vive em bairros distantes da cidade”, afirmou ACM Neto.

Esta é a 11ª localidade a ser beneficiada em 2018 pela ação, que já alcança mais de 2 mil casas reformadas e/ou em reforma em cinco meses. Além de Rio Sena, as obras já começaram em Alto de Coutos, Castelo Branco, Ribeira (comunidade de Mangueira), Sete de Abril, Boa Vista de São Caetano, Cosme de Farias, Fazenda Coutos III, Arenoso, Itinga e Daniel Lisboa. Além disso, foi realizada a entrega de 181 casas reformadas em Mussurunga (comunidade de Vila Verde).

Funcionamento – Realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), o Morar Melhor tem como intenção resgatar a cidadania e a autoestima da população residente nas áreas contempladas, assim como prestar assistência técnica nas áreas de Arquitetura e Construção e, claro, oferecer moradia mais digna às pessoas. O programa é realizado a partir de critérios com base nos dados do Censo 2010 do IBGE. São eles: predominância de domicílios com alvenaria sem revestimento; pessoas abaixo da linha de pobreza; maior densidade populacional; e maior predominância de mulheres que são chefes de família.

Nas localidades com esses critérios, as equipes fazem o levantamento e cadastramento das casas aptas a participar do programa. Na ocasião, os moradores podem escolher dentre as quatro opções de melhoria, no limite de até R$5 mil por residência: pintura e reboco, portas e janelas, telhado e louças sanitárias (vaso e pia).

Balanço – Desde 2015, o Morar Melhor já reformou casas em mais de 50 bairros da capital baiana e a meta é chegar à marca de 40 mil residências até o fim de 2020. Devido ao grande sucesso no quesito boas práticas em habitação, o programa recebeu o Selo do Mérito Especial no Fórum Nacional de Habitação e Interesse Social, em 2017. A honraria foi concedida pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos e pelo Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Geomanta – A geomanta na Rua Arco do Triunfo foi aplicada em uma área de pouco mais de 1 mil m², com investimento de R$167 mil. Realizada sob a responsabilidade da Defesa Civil de Salvador (Codesal), a técnica de proteção de encosta, adotada pela Prefeitura em 2016, é formada por um composto de PVC e geotêxtil, com cobertura de argamassa jateada.

A estrutura impermeabiliza o talude e erosões superficiais, absorção de águas da chuva e possível risco de deslizamento do terreno. A duração do material é de 5 anos, em média – bem superior ao da lona comum, que é de três meses. A técnica já foi aplicada em mais de 80 encostas da cidade.

Imagem Responsiva









Imagem Responsiva