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Paripe conta com primeira Sala Verde de Salvador



Já está em funcionamento a primeira Sala Verde de Salvador, na Escola Municipal Fernando Presídio, em Paripe. O espaço abriga livros e publicações, que antes ficavam no Parque da Cidade, e são voltados para a temática do meio ambiente. Voltado para pesquisa e interações ambientais, todo o acervo disponibilizado foi fornecido pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as secretarias municipais da Cidade Sustentável e Inovação (Secis) e de Educação (Smed). A proposta é que a sala seja um local de interação entre os jovens.

O local ficará aberto de terça e quinta para a escola, e quarta e sexta para a comunidade. No Brasil, existem apenas 23 Salas Verdes, sendo três na Bahia. Em Salvador, esse é o primeiro espaço do tipo. A programação da Sala Verde partirá da própria escola. No mês de junho, o público da educação infantil participará de oficinas de teatro de bonecos, construção de fantoches a partir de material reciclado, justamente para que eles entendam que as questões ambientais perpassam não só pela leitura de um livro, mas pelo manuseio adequado de itens usados no dia a dia.

De acordo com a diretora da escola, Cassia Góes, a sala ultrapassa os limites da unidade, vai além de Paripe e mostra o que é possível fazer para transformar a comunidade. “O nosso lema é: Escola Fernando Presídio, lugar de transformação. Se a escola não puder transformar a comunidade. de nada ela serve”, ressalta a diretora. Os mais importantes parceiros da iniciativa, segundo Cássia, são os agentes locais - vizinhos, os moradores, os comerciantes, ou seja, toda a comunidade.

Um dos projetos que a ser desenvolvido no local neste mês de junho é o "Sementinhas", iniciativa da empresa Sollos, que trabalha com ações de sustentabilidade. Através deste projeto, as crianças trabalham conhecimentos sobre sementes e frutas, novos sabores e compostagem. As ações estão sempre ligadas ao projeto pedagógico da escola: a teoria é passada em sala de aula e eles experimentam na prática o que aprenderam. “Temos vida aqui dentro, podemos aprender com outras pessoas e trocar experiências”, afirma a coordenadora da Sala Verde, Elienai Costa Silva Santos.

Para o titular da Secis, André Fraga, “todo o processo tem uma fluência, um processo contínuo”. O primeiro passo foi implantar a horta escolar na unidade de ensino. O espaço, que tem área de aproximadamente 200m², é dividido em dois quadrantes, um para hortaliças e outro de frutíferas. Ali são plantadas abóbora, couve, batata-doce, milho, rúcula, quiabo, orégano, hortelã. Complementam a alimentação dos alunos melão, acerola, pitanga e goiaba. Tudo é aproveitado na merenda escolar, o que possibilita aos alunos experimentarem novos sabores e uma alimentação mais saudável.

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