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Orelhões fazem ligações grátis para fixos, mas estão em desuso

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Orelhões fazem ligações grátis para fixos, mas estão em desuso
Foto: Reprodução

As ligações locais feitas de orelhões da Oi para telefones fixos, continuam gratuitas em Salvador. A medida, posta em prática  pela companhia por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) até que os patamares de disponibilidade de orelhões em 15 estados, inclusive a Bahia, estejam nos níveis indicados pela agência reguladora, continua valendo em território baiano. Em Salvador, contudo, a dificuldade dos usuários é encontrar um orelhão funcionando, assim como adquirir cartão que permita fazer ligações pagas.

 
“A pessoa só usam o orelhão, quando tem a sorte de encontrar um funcionando, em caso de emergência, quando o celular descarrega. Os vândalos estão sempre danificando os aparelhos”, diz Hamilton de Jesus Santos, trabalhador da limpeza pública no centro da cidade (Piedade), que observa diariamente como a utilizar o telefone público, geralmente instalado em passeio público, está cada vez mais em desuso. “Hoje todo mundo tem celular”, pontua.


Na região central da capital baiana é grande o número de aparelhos danificados. Segundo a Oi, a planta de Terminais de Uso Público (TUP) da Bahia é de mais de 61 mil orelhões e como os equipamentos estão instalados em vias e estabelecimentos públicos sofrem, diariamente, danos por vandalismo. Nos três primeiros meses de 2016, foram danificados por atos de vandalismo, em média, 3% dos orelhões instalados no estado.


A empresa esclarece ainda que do total de aparelhos que apresentam defeitos, principalmente em leitura de cartões, monofones e teclado, 20% são em virtude destes atos, além das pichações e colagem indevida de propagandas nos equipamentos e nas folhas de instrução de uso, prejudicando o  entendimento das orientações pelos usuários.


Apesar de pesquisa realizada pela OI mostrar que, atualmente, o uso dos orelhões é esporádico – a expansão da telefonia móvel fez com que os telefones públicos deixassem de se atrativos para os consumidores – algumas pessoas ainda procuram cartões em pontos de vendas que, aliás, são raros no centro da cidade, para comprar e fazer uma ligação. “Mas desde dezembro que a empresa não fornece cartão, mas é bem capaz de chegar amanhã (hoje), de 20 ligações. Hoje já tivemos umas três pessoas procurando cartão. O de 20 eu estava vendendo a R$ 4, e o de 40 ligações por R$ 7,00. Vai até 60 ligações”, diz Helena Menezes, de uma banca de revista próxima à Praça da Piedade. Devido a sua pouca atratividade, hoje cerca de 35% dos orelhões da Oi falam menos que 1 minuto por dia. Com essa queda no consumo, hoje apenas 4% da planta de telefones públicos da Oi geram receita suficiente para pagar o próprio custo de manutenção, segundo a empresa. 

      
“Não me lembro da vez que falei num telefone público. Depois do uso do celular está difícil”, admite o corretor Sergio dos Santos. Se precisasse fazer uma ligação num destes aparelhos para um celular, sem pagar, certamente não iria conseguir. A companhia cumpre as determinações da Anatel de conceder gratuidade em chamadas locais e de longa distância nacional para fixos, porém, apesar de notificada pela Anatel para conceder gratuidade em chamadas locais de orelhões para celulares, a empresa informa que está analisando a decisão.


A Oi também informou à Tribuna que mantém um programa permanente de manutenção der seus telefones públicos e conta, ainda, com as solicitações de reparo enviadas à companhia pelo canal de atendimento 10331, por consumidores e entidades públicas.  

 

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