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Contas de fim de ano: como se preparar para o mês de maior gasto



A chegada do último mês do ano pode ser motivo de preocupação para muitos baianos, afinal, é o período no qual as contas se multiplicam. Aqueles que não estiverem com o planejamento financeiro em dia podem se prejudicar. Além das despesas fixas mensais, de gastos com presentes de Natal, viagem de férias, matrículas escolares, entre outros. Os baianos também precisam se preparar para o pagamento de vários tributos que são cobrados em janeiro, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o licenciamento veicular, entre outros. 

Existe, ainda, um outro motivo para gastos extras: a Copa do Mundo do Catar. De acordo com um levantamento recente realizado pela XP Investimentos, o brasileiro terá que desembolsar mais dinheiro para acompanhar esta Copa do que em 2018. 

Para vestir a camisa da Seleção Brasileira, por exemplo, o torcedor gastará 40% a mais que há quatro anos. As figurinhas do álbum, febre entre crianças e adultos, também dobrou de preço. E para o famoso churrasco, evento indispensável para muitos quando se trata de futebol, o gasto também será maior - a carne aumentou, em média, 80% de 2018 para cá; a cerveja, 18%; e o refrigerante e a água, 24%, aponta o levantamento. 

13º salário 

Com tantos motivos para gastar mais dinheiro, é importante que os brasileiros iniciem seus planejamentos financeiros desde já, para não sofrerem prejuízos agora e no início de 2023. Para isso, podem e devem contar com um recurso muito importante neste período: o 13º salário. Ana Carenina, líder regional da XP Investimentos na Bahia, explica que o 13º é uma renda importante e que deve ser priorizada para o pagamento de dívidas ou quitação de contas. 

De acordo com uma pesquisa realizada ano passado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com a Offer Wise, 33% dos brasileiros pretendiam gastar o 13º com presentes de Natal em 2021. E 34% dos entrevistados afirmaram que poupariam estes recursos. Já 24% disseram que utilizariam o dinheiro extra para as comemorações de Natal ou Réveillon. E apenas 16% afirmaram que usariam o valor para pagar tributos e quitar dívidas atrasadas. 

“Essa pesquisa nos mostra como a maioria dos brasileiros utiliza esse recurso de forma equivocada. O 13º salário só deve ser utilizado para lazer ou presentes de fim de ano por aqueles que não possuem dívidas e que já têm uma outra reserva para as contas de janeiro”, orienta Carenina. 

O que esperar para os próximos meses? 

Um levantamento da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), realizado em agosto deste ano, afirma que mais da metade dos entrevistados reduziram despesas com lazer, deixaram de comprar roupas ou desistiram de viajar em 2022 devido à situação financeira. A líder regional da XP explica que tal cenário se dá não só pela falta de planejamento dos indivíduos, mas, também, por fatores externos que impactaram a economia brasileira nos últimos anos. 

“A pandemia de Covid-19 foi o principal fator a comprometer não só a economia brasileira, mas a mundial, nos últimos dois anos. A aceleração da inflação levou a um novo ciclo de aumento de juros, o que desestimulou o consumo e os investimentos. Entretanto, estamos diante de um cenário de recuperação do mercado de trabalho, com redução do desemprego e aumento do rendimento da população, o que nos dá uma perspectiva positiva para os próximos meses”, conclui a executiva.