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Campanha de vacinação contra pólio e sarampo é prorrogada em Salvador

Imagem Responsiva


As baixas coberturas registradas na Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo e Pólio em Salvador acenderam o alerta e, por isso, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vai prorrogar a estratégia até 14 de setembro. Apesar dos esforços da pasta em ampliar o acesso às doses, cerca de 45 mil crianças entre um e menores de cinco anos ainda estão desprotegidas na capital baiana. As doses seguem disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em 125 unidades básicas da rede municipal. Para ampliar o acesso, cinco postos de referência funcionarão exclusivamente para a imunização das crianças com horário estendido até as 20h.

“Apesar da mobilização das equipes e dos esforços que empreendemos com a imunização nas escolas, promoção de dois Dias D e postos funcionando em horário estendido, ainda não conseguimos a meta de imunizar pelo menos 95% do público alvo em nossa cidade. Pedimos aos pais e responsáveis que assumam essa responsabilidade e levem os pequenos para tomar as doses. O poder público está empenhado em garantir que esses dois vírus não voltem a circular em nossa cidade, mas a população deve responder nosso chamado levando as crianças aos postos”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Luiz Galvão.

Iniciada em 6 de agosto, a campanha vacinou apenas 89 mil crianças na capital, número que corresponde a 66% da população elegível residente no município. Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem em investigação. O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já tem 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há 300 casos confirmados e 70 em investigação.

Casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (2). Pernambuco (2) e Pará (2). Foram confirmadas ainda sete mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois óbitos em Manaus e um no município de Autazes).